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A Quiroprática no Desporto

  • Foto do escritor: Carlos Tavares
    Carlos Tavares
  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Uma Experiência nos Campeonatos Africanos de Jiu-Jitsu



No coração do norte de África desenrolou-se mais um evento suportado pela FICS (Fédération International de Quiropractique du Sport). Tal e qual noutras paragens mais longínquas, as primeiras horas são de estranheza ao ver uma marquesa, alguns tapes e uma pessoa incomum ao evento vestida com um equipamento não antes visto. Envergonhadamente aproximam-se os primeiros atletas, perguntando como sempre se tinham de pagar algo pelo serviço. Rapidamente mudam os semblantes quando percebem que estamos (a FICS) ali para os ajudar a ter a melhor performance possível, a recuperar o mais rapidamente possível, e a garantir a melhor segurança possível num desporto que sabem ser duro e envolver lesões muito importante, sem pedir nada em troca senão gratidão.



Ao ver primeiros atletas a fazer ligaduras funcionais, outros sucedem criando uma fila de espera que se faz longa rapidamente, principalmente quando percebem que qualquer um deles tem o direito à nossa ajuda. É num ápice que sentimos a sua gratidão pelo nosso serviço e o promovem junto dos outros. É importante dar um especial realce à incansável organização dos jogos que tudo fez para que tivéssemos as melhores condições possíveis (o que sabemos ser algo impossível em quaisquer jogos no mundo inteiro, incluindo os Jogos Mundiais).



Com determinação, com o apoio de inadvertidos e gentis tradutores as barreiras culturais e linguísticas são rapidamente ultrapassadas. Interessante ver as diferenças culturais notórias. Caras de estranheza e fechadas (aparentemente rudes) dos centro-africanos iniciais, e mais abertas, dos atletas do Magrebe. No final, tudo terminava com um aperto de mão e um abraço, seguido de vénia (típica da cultura deste desporto).



Quatro dias de trabalho contínuo, mais de dez horas diárias, centenas de tratamentos, muita educação dos atletas acerca de conceções erradas face a procedimentos e tratamentos da quiroprática, mitos conselhos sobre a saúde do atleta. Tudo isto fez desta mais uma grande experiência. Para além da experiência com situações de emergência, devido a lesões agudas, o que mais se pode realçar nestes eventos é a diversidade de condições com as quais temos de lidar num período tão curto. Leva anos num consultório para obter esta miríade de condições musculoesqueléticas.



No final, muitos sorrisos e agradecimentos por parte de atletas, treinadores, comitivas, organizadores e pessoal médico. Este é o nosso maior pagamento. Acima de tudo, o que preenchia o nosso coração era ver os atletas recuperar mais rápido entre os dias de combate e recuperar a uma velocidade importante de lesões que levariam dias / semanas a recuperar.


Tudo terminou em festa, apesar de toda a luta.



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