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Osteoartrose da Coluna ou Doença Articular Degenerativa da Coluna

Atualizado: 21 de mai. de 2022

O que é e o que fazer?


Descrição da condição


A Osteoartrose é a forma mais comum de Doença Articular Degenerativa (DAD), a qual é uma doença não inflamatória progressiva caracterizada pela degeneração da cartilagem e das estruturas relacionadas com a mesma (Huff e Brady, 2005). A coluna vertebral é uma das estruturas que mais sofre com esta condição. Estresses biomecânicos, predisposição genética, causas endócrinas e metabólicas são os principais fatores de risco que alteram a integridade metabólica e estrutural do disco intervertebral (Huff e Brady, 2005; Bell e Skalski, 2021).


Pode ser classificada em primária (etiologia desconhecida) ou secundária (etiologia conhecida; por exemplo, trauma). Até 45 anos, a DAD primária afeta mais homens do que mulheres, mas na quinta e sexta década a prevalência feminina é de 10:1, impactando mais nas articulações de sustentação de peso (anca, joelho e coluna). A DAD secundária afeta ambos os sexos igualmente entre a segunda e a sexta década, e pode afetar qualquer articulação. A primeira articulação carpo-metacárpica (entre o primeiro metacarpo e trapézio, no polegar) é a articulação mais afetada pela DAD secundária (Huff e Brady, 2005).


Veja o seguinte vídeo para saber um pouco mais sobre a osteoartrose da coluna vertebral, juntamente com causas, sintomas, diagnóstico e opções de tratamento:


Tratamento da Osteoartrose da Coluna


Sinais e sintomas


Dor articular e rigidez do segmento envolvido, com perda acentuada da mobilidade. Pode seguido de inatividade. É comum sentir uma dor profunda e difusa. A dor é caracterizada por uma dor matinal breve, a qual é aliviada pelo repouso (Huff e Brady, 2005). O início dos sintomas é gradual, ao longo de anos.


Fatores ambientais (por exemplo, temperatura e humidade) podem agravar.


Nos exames de imagem (ressonância magnética, tomografia computadorizada ou radiografia) podem aparecer os seguintes sinais: estreitamento do espaço articular, esclerose, esclerose e erosões subcondrais, afinamento da cartilagem, calcificação da cápsula articular, osteófitos (Perolat et. al., 2018). Contudo, os estudos não demostram associações consistentes entre os achados deste tipo de exame e futuros episódios de dor lombar (Brinjikji et al., 2015; Maher et al., 2017).


No vídeo seguinte pode ver como a osteoartrite da coluna pode apresentar-se?


Anatomia da coluna: Osteoartrose


Tratamento


Os objetivos do tratamento passam por: alívio da dor, prevenção da degeneração progressiva da articulação, manter a função articular e as atividades do dia-a-dia, e suporte nutricional para a cartilagem.


Devem fazer parte do tratamento da osteoartrose da coluna cuidados quiropráticos continuados e exercício físico regular (por exemplo, Pilates, Yoga, treino de força...), pois estes ajudam a manter a mobilidade articular e a fortalecer a musculatura. Em fases álgicas e inflamatórias, a fisioterapia e medicação para a dor podem ser importantes ajudas, representando, no entanto, esta última um tratamento de segunda linha.


Para além da manipulação vertebral, algumas técnicas de tecidos moles (técnicas miofasciais para libertação dos músculos de forma passiva / ativa, pontos gatilho, ativação muscular...) e acupuntura ajudam a restabelecer o equilíbrio muscular.


As técnicas de relaxação (por exemplo, meditação, respiração, terapia comportamental cognitiva...) ajudam a reduzir a tensão muscular e a lidar com a dor.


Todas estas terapias de reabilitação e fortalecimento muscular, devem ser acompanhadas por um plano de suporte nutricional e de suplementação, alicerçado nas premissas da nutrição funcional, com o objetivo de combater a degeneração da articulação e reduzir a dor.


O próximo vídeo tem uma explicação mais detalhada e técnica, para aprofundar um pouco melhor esta condição:



Esperamos tê-la(o) ajudado com esta informação. Caso necessite de ajuda não hesite em contatar-nos (Quiroativação). Não deixe que a sua coluna afete o seu bem-estar.


Referências:

  • Bell, D., & Skalski, M. (2021). Degenerative Disc Disease. https://radiopaedia.org/articles/degenerative-disc-disease?lang=gb.

  • Brinjikji, W., Luetmer, P., Comstock, B., Bresnahan, B., Chen, L., Deyo, R., Halabi, S., Turner, J., Avins, A., James, K., Wald, J., Kallmes, D. & Jarvik, J. (2015). Systematic literature review of imaging features of spinal degeneration in asymptomatic populations. AJNR. American journal of neuroradiology. 36 (4): 811–816.

  • Huff, L. & Brady, D. (2005). Instant Access to Chiropractic Guidelines and Protocols – Second Edition. Elsevier Mosby.

  • Maher, C., Underwood, M. & Buchbinder, R. (2017). Non-specific low back pain. Lancet. 389 (10070): 736–747.

  • Perolat, R., Kastler, A., Nicot, B., Pellat, J., Tahon, F., Attye, A., Heck, O., Boubagra, K., Grand, S. & Krainik, A. (2018). Facet joint syndrome: from diagnosis to interventional management. Insights into imaging. 9 (5): 773 – 789.


Aviso Legal:

A informação disponibilizada não representa um diagnóstico clínico, nem mesmo uma prescrição. Deve consultar profissionais devidamente credenciados para avaliação e diagnóstico clínico, que possam prescrever tratamentos adequados dentro do seu escopo de prática. Antes de iniciar um programa de exercício deve consultar um profissional licenciado na área clínica e ser supervisionada(o) por um técnico de exercício físico ou fisioterapeuta devidamente qualificado. O mesmo se prende com a prescrição de programas de nutrição funcional e suplementação, os quais devem ser prescritos por nutricionistas devidamente credenciados e pertencentes à respetiva ordem.

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