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Espondilite Anquilosante



Descrição da condição


A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crónica progressiva, que afeta o esqueleto axial. Tem um envolvimento bilateral, principalmente ao nível da coluna e das articulações sacroilíacas.


Esqueleto do século VI em que se observa vértebras fundidas, um sinal de espondilite anquilosante grave. Retirado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Espondilite_anquilosante



Causas / Fatores de Risco (Etiologia)


A causa da EA permanece em grande parte idiopática (desconhecida), mas parece haver uma correlação entre a prevalência de EA em uma determinada população e a prevalência do antígeno leucocitário humano (HLA)-B27 nessa mesma população (causas genéticas).



Epidemiologia


A EA é tipicamente diagnosticada em pessoas com menos de 40 anos, e cerca de 80% dos pacientes desenvolvem os primeiros sintomas quando têm menos de 30 anos. EA é mais comum entre homens do que mulheres. Parece haver um forte componente genético.


Veja o seguinte vídeo para saber um pouco mais sobre a EA, possíveis causas e sintomas:




Sinais e sintomas


Dor nas costas com progressão insidiosa e não traumática. Na EA, a rigidez progressiva da coluna (piora pela manhã e em repouso) e sacroileíte (inflamação nas articulações sacroilíacas) bilateral são as características mais comuns desta doença. Esta condição também pode envolver comprometimento da mobilidade da coluna vertebral, anormalidades posturais (aumento da cifose torácica), dor nas nádegas, dor na articulação da anca, artrite periférica, entesite e dactilite ("dedos em salsicha"). O paciente pode também queixar-se de marcha dolorosa.


No vídeo seguinte pode ficar com uma ideia de como rapidamente pode antecipar a doença, procurando a ajuda clínica do seu médico de família e especialista em reumatologia:




Tratamento


Os objetivos do tratamento devem ser concentrados em aliviar a dor e a rigidez articular, manter o movimento do esqueleto axial (coluna e pélvis) dentro do possível, e a capacidade funcional, bem como prevenir complicações na coluna. As intervenções não farmacológicas devem incluir exercício regular (por exemplo, hidroterapia/fitness, natação, treino de mobilidade articular), treino postural (por exemplo, Pilates e Yoga adaptados) e fisioterapia específica. O exercício e o treino postural podem melhorar a rigidez matinal e prevenir deformidades em flexão.


A manipulação é contraindicada na fase inflamatória, mas pode ser bem tolerada após a fase aguda, com técnicas sem força excessiva (técnicas de baixa força, como McTimoney e Activator) nos níveis vertebrais não fundidos. A manipulação suave das articulações costovertebrais pode ser benéfica para os movimentos respiratórios normais. Modalidades de medicina física podem ser benéficas para o alívio da dor.


Ideias para gerir a dor (estilo de vida)


É importante que o paciente se eduque / informe sobre a natureza de longo prazo da doença, o uso e toxicidade dos medicamentos, bem como procure buscar ajuda complementar à medicina na nutrição funcional. Por causa do envolvimento pulmonar na EA, a cessação do tabagismo é altamente recomendada.



Esperamos tê-la(o) ajudado com esta informação. Caso necessite de ajuda não hesite em contatar-nos (Quiroativação). Não deixe que a sua coluna afete o seu bem-estar.


Referências:

  • Huff, L. & Brady, D. (2005). Instant Access to Chiropractic Guidelines and Protocols – Second Edition. Elsevier Mosby.

  • Wenker, K. J., Quint, J. M. Ankylosing Spondylitis. [Updated 2021 Aug 4]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2022 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK470173/.


Aviso Legal:

A informação disponibilizada não representa um diagnóstico clínico, nem mesmo uma prescrição. Deve consultar profissionais devidamente credenciados para avaliação e diagnóstico clínico, que possam prescrever tratamentos adequados dentro do seu escopo de prática. Antes de iniciar um programa de exercício deve consultar um profissional licenciado na área clínica e ser supervisionada(o) por um técnico de exercício físico ou fisioterapeuta devidamente qualificado. O mesmo se prende com a prescrição de programas de nutrição funcional e suplementação, os quais devem ser prescritos por nutricionistas devidamente credenciados e pertencentes à respetiva ordem.

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